PORTALFORRO.NET – Coluna Falando em Forró: A mágica do “estourado”

  No forró atual, todo dia convivemos com o gato que se passa por lebre. O mercado anda difícil, o ritmo descaracterizado e a atitude mercenária de alguns só faz prejudicar e ruir o sistema.
Sofrência não é estilo musical ainda (é uma temática das composições) e música romântica também é um título muito genérico e conveniente. 

Acho engraçado, para não dizer desonesto e oportunista, quando as bandas vem com levada sertaneja, batida de axé, swingueira, teclado de seresta e violão com acompanhamento acústico e diz “somos forró”. Antes mesclavam forró com outros ritmos e isso é compreensível, agora ficou mais impossível. A idéia que passa pra quem escuta e acompanha o mercado é “vamo meter essa música que vai fazer sucesso e vender no mercado do forró, os bobos que só querem beber vão engolir e cair como patinhos”, é uma pena quando realmente as pessoas caem. 

Daí compra-se download, faz-se uma divulgação nas coxas, spam no instagram, textos chamando os repertórios de “top” e “estourados” e logo logo surgem uns eventos, sendo assim, pra que valorizar o forró estilizado se o descaracterizado é mais prático né? Tadinho de quem pensa que tocar forró estilizado é coisa de banda das antigas, há qualidade no forró atual embora não esteja no topo e apesar da preguiça de muitos em pesquisar as raízes do movimento.

Amigo músico e proprietário de banda, sejamos sinceros, você quer fazer sucesso e ganhar dinheiro (sonho legítimo de muitos, inclusive) mas mentindo pro povo e deturpando as coisas com zero identidade vai ser difícil chegar num resultado diferente e fazer “aquele sucesso”. Seu axenejo sanfonado e seu arrocha embutido vão demorar mais um pouco pra chegar ao nível daqueles que já o fazem a tanto tempo e com maestria. Alguns até tiram o forró dos títulos de seus produtos mas querem vender no mesmo mercado dificultando o trabalho de quem realmente ama esse ritmo e quer inovar de forma inteligente. Para nós, defensores e amantes de desse ritmo maravilhoso chamado forró não tem mágica que faça acreditar que a lebre traiçoeira é um gato fofinho!

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Publicado em 13 de setembro de 2015, em coluna falando em forró. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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