Falando em Forró: Mastruz, arrocha o nó!

 

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Muito se fala do Mastruz com Leite na internet e não é pra menos. A banda tem uma discografia invejável e que desafio todos os grandes nomes atuais chegarem perto de tudo que a SomZoom produziu em torno do nome do Mastruz em todas as formações da banda. Ouvir os mais de 46 cds do grupo é uma viagem sem volta ás paixões, sejam do nordeste ou os casos de amor, é curtir o que há de melhor ao som da sanfona e nos braços de uma invenção chamada forró moderno.
O momento atual é controverso. Se por um lado, fãs mais antigos (como é o caso desse que vos fala) entendem que tudo tem um fim e que as formações antigas ficaram imortalizadas e a banda precisa continuar, por outro, muitos (como eu também) reclamam da formação atual por várias razões que talvez só uma conversa enorme com produtores e proprietário pudesse resolver algo mas vamos ser práticos…
Decidi listar algumas razões e sugestões que podem ajudar o MCL a ir bem longe na conjuntura atual:

1 – Investir em um CD Promocional

Simplesmente (mas não só simplesmente), se querem firmar os novos nomes e não ficar naquela de ”Mastruz é Mastruz e o povo vai amar eternamente e pode ser do mesmo jeito”, é imprescindível ouvir e entender que os vocais atuais tem personalidade e sua própria cara (eu acho que realmente tem). Entendo que o MCL precisa dizer pro público que são bons e um ”olha só, temos novas vocalistas e cantamos muito bem’)
Eryka (já experiente e talentosa porém ainda nova no mercado) e Ingrid (nova em todos os aspectos e bem intencionada mas que é refém dessa coisa de ”Kátia Cilene começou tão nova”, gente, Kátia e Ingrid tem que ter histórias diferentes) ambas – Eryka e Ingrid – são donas de um responsabilidade atípica: agradar os ouvidos de um público fiel e que se acostumarou com as canções imortais na voz de dois mitos extremamente respeitados por todos no meio forrozeiro: Kátia Cilene e Bete Nascimento. É difícil e injusto desvincular o nome delas de hits como Razões, Meu vaqueiro meu peão ou A praia mas as meninas fazem como podem e, claro, sempre dá pra mexer aqui ou ali pra deixar mais a cara delas. As meninas não podem se acostumar com os gritos do públicoquando puxam um hino e ficar sem se esforçar no palco enquanto rola a música, afinal é (ou deveria ser) o tradicional tentando ser sempre atual.
O repertório do Mastruz é lindo mas não podemos chegar aos 30 anos de banda com os shows idênticos. Ainda que haja hinos, por que não colocar músicas da própria banda que não são cantadas há um tempo e deixar todo mundo mais a vontade no palco com espaço pra demonstrar a própria arte de forma diferente?
Neto e Rayner sofrem menos com o estranhamento do público, inclusive por terem muito de tempo de banda, mas também precisam cantar coisas diferentes e com mais empolgação. Saga de um vaqueiro e Milonga são momentos marcantes do show, assim como o pout-pourri de Amado Batista mas por que não cantar hits da vaquejada ou presentes nos dois últimos álbums de estúdio? Aboio pra Ninar Morena, Só o mie e Tum tum terê fazem falta no repertório e não são as únicas

2 – Trabalhar DE FATO os CDs inéditos

A tradição é admirada e vende bastante comercialmente mas se a banda quer se manter viva no mercado tem que lançar coisa nova SÓ QUE ”’lançar”’ no mercado atual não é, e nunca foi, engavetar os projetos. O vol 46, Na contramão pela preferencial, tem lindas canções como Pessoas, Refém dessa paixão, Papo Reto e tantas outras que até tocam na rádio Expresso SomZoom Sat mas que ficam de fora de tantos shows. Daí a gente se pergunta: pra que tanto medo de arriscar nessas canções? O projeto Forró das Antigas, palco de muitos shows do Mastruz, não vai enfraquecer por isso! Isso cativa novos fãs e os antigos se animam em ver movimento na banda, a linguaguem jovem que fala de ”face”, ”msn” e outras coisas não é por acaso e, se não for medo, nada explica o que uma música do Amado Batista atrai mais que uma do próprio grupo Mastruz com Leite!

3 – Gravação e um novo DVD

Na sociedade de consumo, no capitalismo e no forró imagem a cada dia mais é tudo. Faz falta vídeos novos da banda, uma edição comemorativa com participações especiais ou qualquer coisa nova e OFICIAL que não seja somente o vol.1 e 2 em DVD. Acredito que se for pra gravar clipe em estúdio ficaria bem bonito chamar uma platéia de forrozeiros e gravar na frente do público pequeno,num estúdio, um novo DVD, algo intimista ou coisa parecida.Nada justifica a falta de investimento nessa área pra uma banda tão grande e tradicional

4 – Voltar a apostar na mídia televisiva

A banda precisa aparecer para o público. Aos nossos olhos, fica claro que ser o Mastruz é muito confortável pois todos conhecem e gostam mas não deixa de ser frustrante ver a banda aparecendo menos que outras bem piores que pagam pra ir nos mais variados programas e tem o retorno que precisa. Já dizia minha vó ”Quem não aparece não é visto” e o clichê é totalmente certo mas depende muito do que eles querem da banda: plantar novos frutos ou espremer o fruto até onde ele puder dar suco

5 – Trabalhar com outros parceiros no forró

É lindo ver a banda ao lado da Limão com Mel e Magnificos mas faz falta a banda ao lado de outras da sua época ou do momento. Qual o problema em fechar parceria com Moleca 100 Vergonha, Bonde do Brasil,Brasas, Garota , Toca do Vale, Eliane etc e não somente com as que dividem o mesmo projeto? O forró é das antigas mas não é parado no tempo. As irmãs mais novas, Magníficos e Limão com Mel, nos provam a cada ano que sabem muito bem disso. Mudar isso atrairia novos públicos facilmente e, para abrir os ouvidos dos empresários, SIM, TRARIA MAIS DINHEIRO para os eventos.

Bem, falar do que a gente gosta e ouviu a vinda inteira não só com elogios e sim com críticas é trabalho árduo e difícil pra um fã (e não fanático/lunático). Confesso que conheço um pouco o jeito de trabalhar as bandas da SomZoom (acho meio frustrante) e sei que se não o total, a maioria das críticas e sugestões daqui jamais serão acatadas. Eu me contento com a discografia impecável que tenho comigo mas como NÃO FUI e sim AINDA SOU FORROZEIRO, quero ver a banda pra frente e, se não dar pra ser a TOP do forró eternamente, dá pra fazer um presente diferente e com mais dignidade.

Arrocha o nó!

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Publicado em 22 de setembro de 2014, em coluna falando em forró, mastruz com leite e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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