Procura-se um substituto

Sem título

Vivemos de comparação. O mundo em toda sua história sofre ou beneficia-se do pesaroso legado da comparação. Aprendemos comparando, evoluímos observando, constuímos com base em estrutura antigas e sofremos com a frustração da vontade que fosse igual.
Assim é o forrozeiro. Seu ancestral comum criou um corpo e daí vários foram mudando a obra, pintando do seu jeito, colocando novos ares e cada um com sua arte deu um tom a aquilo que mais se adequava. Em um mundo cada vez mais centrado no valor do que veste o corpo do que no próprio conteúdo e na matéria, muitos pedaços desse ser chamado forró foram caindo no meio do caminho, ganhou nova cara e os admiradores (nós) ficamos ali ora caminhando, ora chorando pelas partes deixadas pra trás.
Procuramos um substituto, vivemos de passado mas queremos que ande pra frente. Assim é a dança dos cantores famosos ao menos nos nossos corações, assim é o ritmo do ritmo, não saberia seu Luiz o quando iríamos xaxar por andar pelo mundo procurando qual a verdadeira cara desse ritmo.
E pra você o forró parece com o quê?

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Publicado em 27 de agosto de 2014, em coluna falando em forró. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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