FALANDO EM FORRÓ: No Reino dos Cavaleiros

Para mim, Forró Ostentação era quando, nos shows, os vocalistas iam descansar e o sanfoneiro tinha um bloco de 10 minutos só mostrando e mostrando seus dotes no instrumento central do ritmo. Nada ver com essa nomenclatura de hoje! O Reino dos Cavaleiros, coitadinho, assim como muitos reinos históricos, passou por uma crise de identidade e se encontra em péssimas condições. Sucumbiu. Iniciado nas vaquejadas, flertando com o vaneirão e romantismo, a banda sempre contou com excelentes vocais, arranjos diferentes que levaram o nome do Rio Grande do Norte cada vez mais longe no Nordeste e Brasil, com produção digna e  diferenciada sobretudo em seus materiais de divulgação e DVDs. Infelizmente os tempos de Alô, Não pegue esse avião, Boi de Carro, Minha Rainha e Brinquedo de amor já eram. Elisa Clívia, Jailson, Ramon Costa, Bell e tantos outros buscam espaço no forró mundo do forró que já é seu… Atualmente o que ouvimos daquele conjunto que usa a marca registrada Cavaleiros do Forró ,em nada, absolutamente N-A-D-A, tem a ver com o início da trajetória do grupo forrozeiro original, exceto pertencer ao mesmo dono.  Se você ainda não sabe, todos os grandes nomes da banda saíram e começou uma contagem regressiva de número de vocalistas para o fim do que conhecemos da CAVALEIROS DO FORRÓ. O  vocalista do momento, soberano, chama-se Israel Lima, cujo título de Peruano disfarça uma cópia de Wesley Safadão (o ostentador original e copiado) e sua banda (a banda da majestade Alex Padang) virou sinônimo de ostentação e referência no péssimo forró atual. As letras não são diferentes das cantadas por cantores como Iohannes, Gabriel Diniz e Ronim Mata e em nada somam com o ritmo. Nunca fui (e nem irei) a um show atual da Cavaleiros mas pelos repertórios, lamento não ter se quer um bloco das antigas.Talvez seja melhor mesmo separar o joio do fino trigo. Não estamos falando de qualidade de músicas, talento ou potência vocal do ‘’Peru’’ mas sim de repertório e da ideologia totalmente controversa desse grupo novo que ostenta e magoa nossos ouvido dizendo que são do gênero Forró Ostentação. A banda parece ter se especializado também em copiar repertório e nas poucas canções autorias reina o amor mal cuidado que acabou, regado por cachaça e representado pelo monotematismo das canções estouradas: Vai morrer de me ligar, Vai correndo atrás, Gelo na Balada e Aceita que dói menos. Estamos aceitando que a história foi deixada pra trás mas não dói menos, tudo parece errado mas não sabemos até que ponto tudo isso é recuperável.  Conheço muito forrozeiro dizendo pra essa nova fase um eterno ‘’Se réi pra lá’’.   Matéria recente da banda: http://entretenimento.r7.com/programa-da-tarde/video/cica-camargo-mostra-patrimonio-dos-forrozeiros-que-aderiram-ao-estilo-ostentacao-53dbdda00cf2a41e18411348/ Polêmica envolvendo a veracidade da matéria exibida pela Record, assunto bem comentado pelos forrozeiros e que saiu na coluna do fofoqueiro Leo Dias (até agora a produção da banda não veio a público falar algo a respeito)

 

Primeiro DVD Histórico:  

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Publicado em 6 de agosto de 2014, em cavaleiros do forró. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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